25.12.25

Desatinos ('in.timo' 17)







Nom temo a minha morte, nom

senom por deixar-vos sós

desejaria renascer mais adiante

simplesmente para observar-vos

de maiores liberados 

de mim

da omnipresença

da omnisciência

da impotência de mai


De nom falecer na tentativa

de continuar vivos

sem ser vítimas dos desatinos

deste mundo hostil

mesquinho

e tam sem sentido

como as guerras intestinas

entre os que premem o botom

e nunca recebem as bombas


Nom temo a própria morte, nom

—já digo—

salvo por deixar-vos sós

e à deriva sem o meu escudo protetor

inútil

perante as armas de destruiçom massiva

mas fundamental para sobreviver

neste mundo cada vez mais hostil

onde só o amor nos poderá redimir





 Eva Loureiro Vilarelhe