Nom temo a minha morte, nom
senom por deixar-vos sós
desejaria renascer mais adiante
simplesmente para observar-vos
de maiores liberados
de mim
da omnipresença
da omnisciência
da impotência de mai
De nom falecer na tentativa
de continuar vivos
sem ser vítimas dos desatinos
deste mundo hostil
mesquinho
e tam sem sentido
como as guerras intestinas
entre os que premem o botom
e nunca recebem as bombas
Nom temo a própria morte, nom
—já digo—
salvo por deixar-vos sós
e à deriva sem o meu escudo protetor
inútil
perante as armas de destruiçom massiva
mas fundamental para sobreviver
neste mundo cada vez mais hostil
onde só o amor nos poderá redimir


