Agroma à minha boca,
a tua mao abrange
boa parte da coxa,
e engasga-se-me a frase.
Na entreperna borbota,
veludo cobre o glande,
a voz pom-se-me rouca:
já és sangue do meu sangue.
Sujar-te nom te importa:
—Sente-se mais suave,
dis e armas a liorta.
Concedo e viras grande.
Eu ignoro que estou porca
mentres lambes e lambes,
lembro os gregos e a força:
os antigos bem sabem.
Vás-te dentro e reborda:
o mar fai-se meirande.
Alheios ao de fora,
fico na mesma exangue.




